sábado, 18 de setembro de 2010

Juan del Encina "Vuestros amores e señora"

Vuestros amores é, señora; vuestros amores é. Desd´el día que miraron mis ojos vuestra presencia, de tal forma se mudaron, que no consiente ausencia. Vuest....... Tengo siempre el pensamiento en servir i contentaros, que vuestro mereçimiento jamás me dexa olvidaros. Vuest...... Es vuestra gentil figura tan perfeta y acabada que con gracia y ermosura teneis mi vida rrobada Vuest.... I, pues quiso mi ventura que de vos fuese cativo, dadme vida sin tristura, pues por vos muriendo bivo. Vuest..

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Espelho meu, Espelho meu, quem Verdadeiramente sou Eu?



Directed by Brooke Martin for Project: Direct 2009
"Behind the Scenes" at http://www.mirrormirror-film.blogspot.com/

Um espelho para o Self, colocado na casa-de-banho da Verdade, mostra aos seus Humanos (esqueçam a madrasta da branca de neve) a expiação dos pecados.

( Inveja é o primeiro e aquele que encerra o final, porque este prolifera ....sorriso)

Curioso ou não,apenas, o Orgulhoso Pintor evita olhar-se ao espelho, pensará o visionário, o Orgulho é um "pecado" internalizado sem necessário reflexo externo?


Brooke sugere, o que mudaria nesta curta-metragem?

Ruby and Bury / Till Human voices wake us,and we drown.

"We have lingered in the chambers of the sea

By sea-girls wreathed with seaweed red and brown

Till human voices wake us, and we drown."

Excerto do poema "The Love Song of J. Alfred Prufrock Ts. Eliot"





 Till Human Voices wake us (2003)


Sinopse:
A ghostly romance from Australia. Guy Pearce is a brooding psychiatrist who must journey back to his family's summer home, to bury his father and settle some lingering childhood traumas. Helena Bonham Carter is the mysterious woman he meets on his journey, twice: once in a fleeting encounter on a train, again as she takes a dive off a trestle into a river. By the way, she's amnesiac--Guy Pearce just can't shake that Memento feel. For viewers susceptible to this kind of thing, director Michael Petroni's lofty literary tone might just work (the breathless pauses are broken by quotations from T.S. Eliot); otherwise, it will look like a skeletal take on a potentially interesting subject. The two fine actors give it a go, and they're always good to look at, but finally one wonders what they saw in this very slim proposition. --Robert Horton


Palavras-Chave:

Ruby/Bury
Um filme para poetas, uma conversa psicológica, e personagens de um poema/memória a enterrar...

Ruby é a fémea memória de Guy Pearce que na sua inversão remete ao sentido final: Bury (...)
 

domingo, 5 de setembro de 2010

The Ghost And Mrs. Muir


Obra cinematográfica de Joseph L. Mankiewicz, 1947


Como é que diz Keats que o fantasma recita: “I have been half in love with easeful Death... Was it a vision or a waking dream?”

Por que é que as pessoas se apaixonam por fantasmas? Por que é que os fantasmas se apaixonam por pessoas? Perguntá-lo é perguntar “como pode usar amor de entendimento”. Sempre que vejo, no meu cartaz, Rex Harrison mais azul do que negro sumir-se no fundo do colo de Gene Tierney, pergunto-me qual dos dois foi fantasma e como o Andrea Francorum de Stendhal “inter quos possit esse amor”. Lembram-se do que ele respondia a quem se embaraçava com a obscuridade de discursos destes? É melhor não se lembrarem.

Per João Bénard da Costa

domingo, 20 de junho de 2010

Emergindo Ondine




"Ondine"
Starring: Colin Farrell, Alicja Bachleda, Stephen Rea
Director: Neil Jordan


Emergindo o recente filme,Ondine, prometerei levar o cheiro a maresia, já íntimo a peles aquosas.
Um argumento onde a crença é a lei que reescreve a verdade e a espuma, a feminiliza, a quantifica rudemente e nos postra a imagens que coadunam com o traço de maré, os barcos de vinho, as redes das lágrimas e os mitos do Homem-Deus.
A rudeza aquosa da interpretação de Colin, e a presença cinzelada da misteriosa Alicja na forma fémea/humana de Ondine, clamará os "marinheiros" de terra e além-mar.
O visionário questiona,
Quem é Ondine?
Será Ondine, uma promessa do mar ao fatum do homem?

Imergir ao som das ondinas será certamente a resposta, ou não...



L´Ondine, per Chaminade*

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eclipse Trailer*





Contagem decrescente (...)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Arabescas antevisões



The Sheik (1921)with Rudolph Valentino and Agnes Ayres.


Uma arabesca alusão do cinema mudo*

terça-feira, 30 de março de 2010

O amanhecer da quimera*


"I slept with faith and found a corpse in my arms on awakening; I drank and danced all night with doubt and found her a virgin in the morning". - A. Crowley
Love, per Klimt

segunda-feira, 29 de março de 2010

Quem disse que iamos ter sede...?

TRUE BLOOD SEASON 3

Psst! Já podemos reerguer-nos?

sorriso cúmplice, Upir Stephana :-)

Count Dracula's Great Love



The great and adorable Elvira, Mistress of the Dark, introduce:

"Five stranded travelers are forced to take refuge in the legendary Castle Dracula. Unfortunately, the infamous Count Dracula (Paul Naschy) is alive and well and more than eager to take in his new guests. But when one of the travelers falls in love with Dracula, she must choose between her mortal soul and an eternity as Count Dracula’s great love".

segunda-feira, 22 de março de 2010

E secalhar distraí-me, qualquer coisa que encontrei

Ao Longe o Mar, Madredeus

Alfama per Madredeus

Palavras a ressoar:

"Agora que lembro

Nas horas, ao longo do tempo,

Desejo voltar a ti, desejo te encontrar

Esquecida, em cada dias que passa,

Nunca mais te vi a graça dos teus olhos que eu amei,

Má sorte foi amor que não te tive,

E secalhar distraí-me, qualquer coisa que encontrei..."

quarta-feira, 3 de março de 2010

As preces de Paca



Giordano Berti





Que a água te limpe
que o sol te acalente
que a terra te benza
que o ar te contente.

Que a lua te leve
que o vento te traga
E a quem te moleste
lhe rogo uma praga.

Excerto de "Os três casamentos de Camilla S." per Rosa Lobato de Faria

terça-feira, 2 de março de 2010

Luar na lubre - Chove en Santiago




"Chove en Santiago
meu doce amor
camelia branca do ar
brila entebrecida ao sol.
Chove en Santiago
na noite escura.
Herbas de prata e sono
cobren a valeira lúa.
Olla a choiva pola rúa
laio de pedra e cristal.
Olla no vento esvaido
soma e cinza do teu mar.
Soma e cinza do teu mar
Santiago, lonxe do sol;
agoa da mañan anterga
trema no meu corazón..."

Na lubre,a nossa pele druídica renasce...
Salut, m´eudail!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Os rostos dos Lupinos*

A estrear: Os Upirs irão assistir aos meandros dos lupinos*

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A sinergia do Filipe, o escolhido*

"Idologia Portuguesa"

Filipe Pinto, a voz mais tenaz e constante das galas, conquista hoje o seu sonho cantante. As Náiades sinergizam a sua viagem aos estudios Londrinos. Uma oportunidade de evolução/projecção a que o berço português é desprovido.

Bem hajas, conquistador com tradicional estrelinha*

Palavras do trovador "Se eu pudesse pagar de outra forma"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aura Mood: Inegualável

Ai como eu te queria toda de violetas
E flébil de cetim...
Teus dedos longos, de marfim,
Que os sombreassem jóias pretas...

E tão febril e delicada
Que não pudesses dar um passo -
Sonhando estrelas, transtornada,
Com estampas de cor no regaço...

Queria-te nua e friorenta,
Aconchegando-te em zibelinas -
Sonolenta,
Ruiva de éteres e morfinas...

Ah! que as tuas nostalgias fossem guisos de prata -
Teus frenesis, lantejoulas;
E os ócios em que estiolas,
Luar que se desbarata...

............................
............................

Teus beijos, queria-os de tule,
Transparecendo carmim -
Os teus espasmos, de seda...

- Água fria e clara numa noite azul,
água, devia ser o teu amor por mim...

Lisboa 1915, fevereiro 16,

in Poemas Completos, edição Fernando Cabral Martins, Assírio & Alvim

A Literacia, o líquor das acções sobre o Meio

Invocando Lhasa

LHASA DE SELA (DE CARA A LA PARED)

Ela, hoje, recorda-me que a ambiguidade foi passado e este desatino, uma forma de Ser!

Con toda a palabra, serás eterna*

A casa dos espíritos

AuraMood: Ontem eu revi palavras intemporais...

" Revendo imagens degustamos e sabemos que os espíritos das personagens encontram-se vertiginosamente nas suas entranhas.

Sentem-se os seus fios íntimos, odorizados a almíscar e violeta, vinculando as personagens ao pulsar vital .De facto, "bruxuleantemente" através de Clara vêmos a sua casa, os seus leitos de crescimento e exaustão, a que a extraordinária Allende lhes dá em forma física in título, A casa dos Espíritos."

per Náiade

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Opeth- Porcelain Heart



Reclusa, retomo sempre e sempre reinvento o meu nada absoluto, a partir de mim própria, o que de mim oculto.

In culto, per Maria Teresa Horta

Ao nosso ósculo desatinado A. per Naiade

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Transfiguração da anam (Gaélico-alma)

No se lo digáis a nadie, sino tan sólo a los sabios, que el vulgo siempre propende a la burla
y el sarcasmo;
pero al que ansía consumirse en la llama, yo lo alabo. En el frescor de las noches amorosas,
en el trueque plácido de las caricias, al ver la vela que esplende y el cuarto alumbra
tranquila, un extraño sentimiento más de una vez te acomete. No quisieras seguir preso en la
sombra y las tinieblas, y de una vida más alta un ansia sientes violenta. Para ti no hay ya
distancias: suelto y libre alzas el vuelo hacia la llama, y al fin, igual que la mariposa, en ella
abrasas tu cuerpo. Que mientras en ti cumplido no veas el «¡Muere y transfórmate!», serás
en la oscura tierra no más que un huésped borroso que vaga entre las tinieblas.

Goethe (Trad. de R. Cansinos Asséns)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ser-se, sentir-se Psicólogo

Não cultivar uma psicologia de bisbilhoteiro! Nunca observar só por observar! Isso provoca uma óptica falsa, uma perspectiva vesga, algo que resulta forçado e que exagera as coisas. O ter experiências, quando é um querer-ter-experiências, — não resulta bem. Na experiência não é lícito olhar para si mesmo, todo o olhar se converte então num «mau-olhado». Um psicólogo nato guarda-se, por instinto, de ver por ver; o mesmo se pode dizer do pintor nato. Este não trabalha jamais «segundo a natureza», encomenda ao seu instinto, à sua câmara escura o crivar e exprimir o «caso», a «natureza», o «vivido»... Até à sua consciência chega só o universal, a conclusão, o resultado: não conhece esse arbitrário abstrair do caso individual. — Que é que resulta quando se procede de outro modo? Quando se cultiva, por exemplo, uma psicologia de bisbilhoteiro, à maneira dos romanciers parisienses, grandes e pequenos? Essa gente anda, por assim dizê-lo, à espreita da realidade, essa gente leva para casa cada noite um punhado de curiosidades... Porém veja-se o que acaba por sair daí — um montão de borrões, um mosaico no melhor dos casos, e de qualquer forma algo que é o resultado da soma de várias coisas, algo turbulento, de cores berrantes. O pior aqui conseguem-no os Goncourt: não juntam três frases que não causem simplesmente dano à vista, à vista do psicólogo. — A natureza, avaliada artisticamente, não é um modelo. Ela exagera, deforma, deixa vazios. A natureza é o acaso. O estudo «segundo a natureza» parece-me um mau sinal: denuncia submissão, debilidade, fatalismo, — esse jazer-no-pó ante os petits faits é indigno de um artista inteiro. Ver o que é — isso é próprio de um género distinto de espíritos, dos antiartísticos, dos homens de factos. Há que saber quem se é...

Friedrich Nietzsche, in "Crepúsculo dos Ídolos"

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Alvorada Sanabresa - Antigo Baile Agarrado Sinergia a 2010




Aos que bebem do folk, puro sanguis*
Aos harpistas,tocadores da ancestral clarseach, que dedilham desejos e profetizam visões*

"E este Desejar, que não acaba não, louco procurar por algo que não seja em vão!"
Dazkarieh

CHANEL no 5 - Audrey Tautou Version HQ

Billie Holiday -"I'm a Fool to Want You"

Partilha sonora*

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